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São Paulo , 01 de abril de 2003

FDA APROVA O TESTE DIGENE CAPTURA HÍBRIDA HPV EM CONJUNTO COM O PAPANICOLAOU PARA O RASTREAMENTO PRIMÁRIO DO CÂNCER DO COLO UTERINO.

No dia de ontem o FDA aprovou o uso da Captura Híbrida 2, em conjunto com o exame citopatológico, para o rastreamento primário do câncer cervical em mulheres com 30 anos ou mais.

Vindo de encontro às expectativas da comunidade científica e médica, essa aprovação se configura em passo importante para o rastreamento efetivo do câncer cervical.

Estamos disponibilizando a publicação oficial do FDA, já traduzida para o português e, os comentários do Dr. Gerson Botacini das Dores, médico ginecologista, diretor técnico-científico da Digene Brasil, sobre essa aprovação.

Após a leitura, se quiser saber mais sobre a Captura Híbrida e o Sistema DNA-CITOLIQ®, acesse os sites www.digene.com.br , ainda, contate Sergio Clemente (11-5908-7776).

Dr Gerson Botacini das Dores

A respeito dessa aprovação devemos tecer algumas considerações.

O vírus HPV é a causa do câncer cervical. O assim chamado, DNA com Pap, é a combinação que traz melhora na sensibilidade do rastreamento do segundo tumor genital que afeta as mulheres ao redor do mundo, com potencial de beneficiar cerca de 37 milhões de mulheres brasileiras.

O DNA com Pap, combinando a Captura Híbrida 2 da Digene com a citologia, auxilia os médicos a determinar com exatidão as mulheres de real risco para o desenvolvimento do câncer cervical e que devem ser seguidas mais rigorosamente.

Estudos mostraram que com essa combinação, mulheres com testes negativos de citologia e Captura Híbrida, são de baixo risco para o desenvolvimento de lesões de alto grau e câncer.

A American Cancer Society (ACS) recomendou recentemente que, na dependência da aprovação pelo FDA, que ora ocorre, a combinação do DNA do HPV, para os tipos virais de alto risco, junto com um teste de Papanicolaou, deveria ser considerada para o rastreamento rotineiro nas mulheres de 30 anos ou mais. Vale salientar que a recomendação da ACS foi baseada em estudos com Captura Híbrida 2.

Sobre a aprovação, o Dr. Ralph M. Richart, professor do Departamento de Patologia da Columbia University diz: "Apesar da citologia encontrar as alterações celulares que podem levar ao câncer cervical, testar o HPV-DNA detecta o culpado real, o HPV, que é a causa reconhecida da doença de alto grau e do câncer cervical. Com esta extensão da combinação de testes, estamos agora em posição única para identificar as mulheres que não tenham o HPV e, conseqüentemente, de risco muito baixo para desenvolver o câncer ou seus precursores no futuro próximo. Isto dá aos médicos e às mulheres um novo nível de confiança no resultado de um rastreamento negativo e, ainda, mais eficiência e efetividade aos programas de rastreamento".

Essa aprovação representa um avanço na luta contra esse tumor. Com a nova combinação, podemos detectar mais cedo as lesões importantes.

O Dr. Attila Lorincz, PhD refere: "A aprovação do DNA com Pap pelo FDA representa avanço significativo e um novo paradigma na predição e prevenção do câncer cervical. Agora, os médicos terão maior habilidade para avaliar o risco das mulheres de desenvolver a doença e, com esse conhecimento, se as mudanças celulares pré-cancerosas forem detectadas e tratadas cedo, compreenderão melhor como possivelmente eliminar a doença antes que ela ocorra".

O limite etário dos 30 anos para o uso do DNA com Pap é porque nessa idade as mulheres são menos prováveis de ter a simples infecção por HPV, mas sim, abrigar provavelmente a infecção persistente por HPV de alto risco, onde estudos mostraram conduzir ao câncer cervical.

De acordo com a Dra. Maureen Killackey, Diretora do Programa Regional de Bassett, em Cooperstown, NY, "O DNA com Pap fornece informações adicionais e, mulheres com baixo risco, podem ser selecionadas para rastreamentos menos freqüentes, de acordo com guias de conduta atuais. Com o teste de HPV eu possa ser mais confiante, assim como minhas pacientes, que o resultado negativo do rastreamento é clinicamente significante para avaliar o risco. Nós nunca tivemos essa certeza antes".

A Dra. Marie Savard, autora do livro Como Conservar sua Própria Vida, refere, Conhecendo seu estado de HPV a mulher pode ter melhor controle de sua saúde reprodutiva. Além disso, as mulheres mais informadas podem tomar decisões acertadas, em conjunto com os convênios de assistência médica, ajudando a produzir melhoras para a saúde.

A decisão do painel consultivo do FDA foi tomada levando em consideração estudos com mais de 40.000 mulheres em todo o mundo, mostrando que a Captura Híbrida 2 em conjunto com a citologia, é mais sensível que o Papanicolaou isoladamente para a detecção do câncer cervical e de seus precursores.

O teste de Captura Híbrida 2 detecta 13 tipos de HPV associados ao câncer. É o único teste para DNA-HPV aprovado pelo FDA e pelo Ministério da Saúde para uso clínico. Foi também aprovado no seguimento das mulheres com resultado citológico de ASCUS, independente da idade, para ajudar a determinar quais mulheres necessitam de testes adicionais. Em abril 2002, o jornal da Associação Médica Americana (JAMA) publicou o guia de conduta clínico, recomendando o teste de Captura Híbrida 2 para as mulheres com citologia inconclusiva. Esse guia foi patrocinado pela Sociedade Americana de Colposcopia e Patologia Cervical e desenvolvido por 29 organizações médicas.

Finalmente, vale salientar que no Brasil, a realização do DNA com Pap é facilitada pela existência do Sistema DNA-CITOLIQ® . Com o UCM, único meio disponível em nosso país para esse fim, pode-se, com uma só coleta, realizar tanto a citologia em meio líquido como a Captura Híbrida. Com isso, fica garantida a efetividade do exame de rastreamento do câncer cervical dentro dos novos preceitos científicos.

FDA - News

PARA A LIBERAÇÃO IMEDIATA - P03-26, 31 de Março 31 de 2003

Atendimento a mídia: 1-301-827-6242

Atendimento a consumidores: 888-info-fda

O FDA aprova a extensão do uso do teste de HPV.

O Food and Drug Administration (FDA) aprova hoje a extensão do uso do teste laboratorial para detectar a presença do Papilomavírus humano (HPV) nas mulheres, uma das mais comuns infecções transmitida sexualmente. Há mais de 100 tipos de HPVs. O teste, Captura Híbrida 2 (CH2) DNA para HPV de alto risco, manufaturado pela Digene Corp., de Gaithersburg, Md., pode identificar 13 dos tipos de alto risco associados com o desenvolvimento do câncer cervical.

O teste do DNA de HPV não testa para o câncer, mas para os vírus HPV que podem causar alterações nas células da cérvix. Se deixado sem tratamento, em algumas mulheres, estas mudanças podem eventualmente conduzir ao câncer. O FDA aprovou inicialmente o teste do DNA de HPV em março de 2000 para as mulheres com resultado anormal no teste de Papanicolaou (Pap), para determinar se necessitavam serem consultadas para exames adicionais. A nova indicação permite que o teste seja usado para o rastreamento, em conjunto com o teste de Pap, em mulheres com mais de 30 anos, para o diagnóstico da infecção pelo HPV.

Ele deve ser usado junto com o teste de Pap, a história médica completa e a avaliação de outros fatores de risco, a fim de ajudar os médicos a determinar o tipo de segmento necessário. "Saber se a mulher é ou não infectada por HPV de alto risco adicionará informação que ajudará os médicos a detectar e a tratar as alterações celulares que poderão eventualmente conduzir ao câncer cervical," disse o comissário do FDA Mark B. McClellan, M.D., Ph.D. "O FDA está empenhado em trazer rapidamente ao mercado novas tecnologias seguras e eficazes". Acredita-se que até 20% da população sexualmente ativa dos Estados Unidos está infectada pelo HPV em qualquer tempo.

A maioria das mulheres que se tornam infectadas pelo HPV pode erradicar o vírus e não sofrer nenhuma conseqüência a sua saúde em longo prazo. Mas algumas mulheres desenvolvem uma infecção persistente que pode eventualmente conduzir às mudanças pré-cancerosas da cérvix. O teste HPV-DNA como o teste de Pap, são executados coletando células da cérvix e, então, encaminhados a um laboratório para a análise. O teste detecta tipos de HPV de alto risco no DNA celular, mesmo antes que haja alguma mudança visível conclusiva nas células cervicais.

As mulheres com resultado normal no Pap e nenhuma infecção pelo HPV, são de risco muito baixo (0,2%) para desenvolver o câncer cervical. As mulheres que têm teste de Pap anormal e teste positivo de HPV são de alto risco (6%-7% ou maior) para desenvolver o câncer cervical, se não forem tratadas. O FDA aprovou a extensão do uso do teste baseado na literatura publicada, que descreve, em estudos de seção transversal, em mulheres com resultado de Pap normal e anormal e com teste positivo ou negativo para os tipos de HPV de alto risco. O FDA também levou em consideração dados adicionais de sociedades profissionais, de membros do painel consultivo do FDA e outras partes interessadas em se chegar à decisão.

O teste do DNA do HPV não pretende substituir o rastreamento regular pelo Pap. Nem se pretende para rastrear mulheres com menos de 30 anos que tenham Pap normal. Embora a taxa de infecção por HPV seja elevada neste grupo, a maioria das infecções é de curta duração e não associada com o câncer cervical. Perto de 50 milhões de mulheres fazem Pap anualmente nos Estados Unidos. De acordo com a American Cancer Society, em 2003, 12.200 mulheres serão diagnosticadas com câncer cervical e 4.100 morrerão da doença. Com o rastreamento apropriado, o câncer cervical é evitado e, curável se tratado cedo.

Nota. O arquivo original desta publicação pode ser acessado em http://www.fda.gov/bbs/topics/NEWS/2003/NEW00890.html


 

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Release publicado no site em 08/2004

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