Publicação
do consenso do National Cancer Institute reconhece
a importância do teste de DNA-HPV no rastreamento
do câncer cervical e orienta na interpretação
dos resultados do DNA-PAP
O
workshop patrocinado pelo National Cancer Institute
e que contou com especialistas americanos, foi palco para
o desenvolvimento do primeiro Consenso de Orientação
quanto à maneira mais eficaz de usar o teste de
Captura Híbrida 2 para o rastreamento do câncer
cervical. Esse Consenso foi publicado no último
mês de fevereiro.
O
documento do Consenso foi desenvolvido por representantes
do National Cancer Institute, da American Cancer Society
e da American Society of Colposcopy and Cervical Pathology,
para fornecer o "Interim guidance for clinicians
and patients on the use of HPV DNA testing",
teste aprovado recentemente pelo Food and Drugs Administration
(FDA) para o uso conjunto com o Papanicolaou, para o rastreamento
do câncer cervical.
Nele
se reconhece que o teste para os tipos de alto risco do
Papilomavirus humano (HPV) - a causa do câncer cervical
- pode identificar mais mulheres com alterações
pré-cancerosas do que o Papanicolaou, quando usado
isoladamente. Somando-se às duas metodologias para
o rastreamento, o Consenso traz recomendação
para os ginecologistas de como interpretar o resultado
de paciente com infecção pelo HPV, mas com
Papanicolaou normal.
"Desde
a introdução do Papanicolaou em 1949, o
uso da Captura Híbrida nas rotinas de screening
é a primeira alteração significativa
nos métodos disponíveis para a prevenção
do câncer cervical" referiu o Dr. J. Thomas
Cox, um dos autores do Consenso e ginecologista da Universidade
de Califórnia, em Santa Barbara. "A sensibilidade
muito elevada da combinação dos dois testes
fornece alto e significativo nível de segurança
que até então o rastreamento do câncer
cervical não oferecia. Entretanto, necessitamos
ajudar os médicos e as mulheres para a melhor maneira
de usar o DNA-PAP e seus resultados de forma eficaz."
Embora
em algumas áreas, pesquisas adicionais sejam necessárias
para melhor validar as estratégias dessa combinação,
o Consenso fornece estrutura de orientação,
baseada na opinião de peritos, embasadas nas pesquisas
já disponíveis, publicadas ou não.
Em linhas gerais, os estudos mostram que quando a Captura
Híbrida 2 é realizada em conjunto com o
Papanicolaou, a sensibilidade é superior a 95%
na detecção de neoplasia intra-epitelial
cervical 2/3 ou câncer.
Uma
vantagem de usar a Captura Híbrida 2 em conjunto
com a citologia cervical para o rastreamento, é
que o DNA-PAP não identifica somente as mulheres
com lesões pré-cancerosas, como o faz a
citologia isolada que diagnostica quando a doença
já instalada, mas sim, também evidencia
aquelas pacientes com risco de desenvolver doença
no futuro.
Entre
outras orientações, o Consenso conclui que
se uma mulher tiver tipos de HPV de alto risco, mas tiver
Papanicolaou negativo, os dois testes devem ser repetidos
entre seis a doze meses. Os autores apontam, ainda, que
somente pequena percentagem das mulheres infectadas pelo
HPV parecem ser propensas a desenvolver a doença
cervical ou o câncer e, assim, o aconselhamento
das pacientes se torna muito importante.
Por
sua vez, as mulheres também devem estar cientes
destas novas informações, para que possam,
junto com seus médicos, tomar a melhor decisão
a respeito do seu rastreamento do câncer cervical.
Atendendo
esta nova orientação a Digene lançou
o DNA-PAP , Captura Híbrida® 2 e Papanicolaou,
associação que em nosso país é
facilitada pela existência do Sistema DNA-CITOLIQ
, nossa citologia em meio líquido.
Estamos
confiantes que estas orientações, junto
com outros guidelines previamente publicados por organizações
como a American Cancer Society e a American
College of Obstetrics and Gynecology, mostram o caminho
para que mais médicos sintam-se confortáveis
quanto a utilização do DNA-PAP e para que
mais mulheres possam ser beneficiadas.